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Fotos mostram as últimas atividades esportivas realizadas em 2020 antes da pandemia. Fotos: Arquivo Tribuna de Restinga
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O Interseleções de futebol foi a última competição grande realizada antes da pandemia.
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Mais de um ano sem vôlei, bocha e a bola rolando nas quadras, no campo e na areia

O futebol e outros esportes não foram realizados em 2020 por conta da pandemia causada pela Covid-19. Já passou mais de um ano em que as quadras, gramados, areias, canchas e outros lugares esportivos não recebem os atletas para as disputas dos torneios tão populares em Restinga Sêca.

O Tribuna de Restinga, juntamente com o profundo conhecedor de futebol do município, o estudante de jornalismo Michel Schünke, que trouxe muitas matérias do futebol para o site, resolveu traçar como está esse período sem as competições.

A matéria será dividida em duas partes. Na primeira conversamos com o Diretor de Esportes, Henrique Bock e com Vitor Ritter, presidente da Liga Restinguense de Futebol (Lirf), para saber o atual do cenário esportivo e futebolístico na cidade e se há algo previsto para um retorno.

Na segunda parte vamos abordar a situação dos clubes e atletas que conversamos para saber do  atual momento e o que esperam após essa pandemia acabar.

Um breve histórico do futebol

O ano de 2020 para o futebol seria promissor no munícipio de Restinga Sêca baseado no sucesso da temporada esportiva de 2019, que levou muito público para as competições, um bom nível técnico. Também foi de continuidade e aumento das hegemonias, como a do Comando Feminino e do Escritório Do Elton no futsal, e também a do Móveis Rohde no campo.

Além disso, ainda foi possível realizar algumas competições nos primeiros meses de 2020, como o Circuito Verão Sesc de Futebol de Areia, no Balneário das Tunas, onde o Atlético São Miguel, de Restinga Sêca, sagrou-se campeão na categoria masculina e também a equipe Sexto Sentido, de Faxinal Do Soturno, ficou com o título na categoria feminina. Nas Tunas, foi realizada mais uma edição do Interseleções de Futebol de Areia, com a Seleção de Restinga Sêca sendo campeã, pelo segundo ano consecutivo.

 A competição mais importante de seleções de futebol do ano conseguiu ser realizada em 2020. A 51ª edição do Interseleções de Futebol de Campo, em Faxinal Do Soturno, sagrou Restinga Sêca campeã de forma invicta, com 100% de aproveitamento e derrotando a seleção da casa na grande decisão, no dia 15 de março de 2020.

No dia seguinte ao título de Restinga Sêca do Interseleções, começaram a serem implantados os protocolos de saúde e segurança, contra o contágio de uma doença transmissível e mortal que se espalhou pelos quatro cantos do planeta, o Coronavírus.

Uma doença que na maior parte das vezes é transmitida por contato físico com outras pessoas, e assim fez com que as autoridades impedissem qualquer tipo de aglomeração.

Os protocolos e as paralizações acabaram impedindo a realização do futebol, que inclusive foi paralisado na categoria profissional no mundo inteiro.

Lirf de mão atadas

Vitor Ricardo Ritter, foi reeleito presidente da Liga Restinguense de Futebol (Lirf) está em seu segundo mandato. Nas palavras do presidente, a Liga ficou de mão atadas diante da pandemia. E sua última lembrança do futebol foi o título do Interseleções de futebol de campo em Faxinal do Soturno.

“Na verdade, estamos meio que de mãos atadas, pois não se tem muito a fazer. O que temos é algumas ideias em relação a reorganização principalmente das equipes que possivelmente terão o número de atletas reduzidos devido ao tempo parado e também do retorno do futebol assim que for possível’, pondera.

Perguntamos se houve união dos clubes para achar uma saída para a realização dos jogos. Nas palavras de Ritter houve algumas conversas, mas em nenhum momento se teve a certeza de que fosse possível voltar às competições, e dia após dia, a pandemia foi afastando essa possibilidade de retorno do futebol.

Sobre a questão dos atletas e clubes procurarem a Liga para algum esclarecimento, o presidente disse que não houve a procura devido a parada das atividades.

“Não tivemos essa procura, até porque como isso tudo nos trouxe uma parada de todas as atividades, tanto Liga quanto clubes não temos o que fazer. Só realmente a espera para que isso tudo passe e nos traga novamente a possibilidade de realizar as competições no nosso município”, relembra.

A Lirf tem um planejamento quando for retomada as atividades do futebol. E tem mantido conversas com a diretoria de esportes sobre algumas questões. Ele acredita que antes da retomada terá que se dar um tempo para as equipes pra essa organização.

“Sabemos que muito possível que só retornaremos as atividades (competições) depois que todos tiverem sido vacinados. Mas também pensamos que os clubes terão que se reorganizar internamente. Como falei anteriormente existe a possibilidade deles terem uma diminuição de atletas por conta do tempo parado sem competir”.

A pasta de esportes com sua visão e seus esforços

Conversamos com Henrique Bock, Diretor de Esportes de Restinga Sêca, e são muitos clubes e entidades atingidas na pandemia. Bock contou que todos os esportes do município foram afetados.

Foram 23 equipes de futebol de campo. Em torno de 22 de futsal adulto feminino e masculino. Três escolinhas de futebol em atividade mais outras duas que participavam somente dos campeonatos.

“Todas as modalidades da LIRVOBOL (vôlei, basquete e handebol) inclusive o trabalho de escolinha de vôlei e basquete da LIRVOBOL, cinco grupos de Bolão, de seis a oito equipes de bocha e a seleção de Restinga que deixou de participar de torneios regionais”, complementa.

 Bock ainda diz que Antonio Meneghetti Faculdade é a que está desenvolvendo um projeto esportivo no momento.

Na questão das ajudas para as equipes, ele esclarece que não houve até o momento nenhuma solicitação de ajuda, mas algumas pediram ajuda para funcionar dentro dos protocolos sanitários impostos.

“Não passou pelo departamento de desporto nenhum pedido de ajuda para às equipes. Pois todas são amadoras e só tem algum tipo de gastos quando houver campeonato. Às entidades vieram atrás de apoio pra poderem funcionar mesmo que de forma limitada. Já que jogos e aglomerações não estavam permitidos”.

A sua lembrança do futebol fica na memória é a mesma de Ritter, o Interseleções e que isso tudo passaria logo. E o mercado da bola já estava aquecido.

“Quando começou a pandemia estávamos no auge. Um dia antes havíamos vencido o Interseleções de Faxinal do Soturno. Então tínhamos o pensamento de que logo tudo passaria e iríamos começar os campeonatos de futebol de campo, tanto que as transferências de jogadores foram concluídas na série A e faltava apenas a série B. Más conforme foi passando o tempo a situação foi ficando cada vez mais complicada e vimos que não seria possível realizar campeonatos ou torneios”, recorda.

A pasta sob o comando de Bock tem um planejamento para a volta do esporte. No futebol a prioridade vai ser a realização do campeonato municipal série A e B.

“Para que possamos usufruir do remodelado e reformado Estádio Municipal Sebastião Heredia Borges também a realização de um campeonato de futsal feminino’, destaca.

Ainda conforme o diretor, a LIRVOBOL pretende voltar com a atividade da escolinha e realizar seus torneios.

Na questão do Bolão se irá ser realizado o Campeonato municipal, ou não, depende de uma definição sobre o estadual do esporte.

Como forma de incentivar e não perder o entretenimento é vista como planos a realização de torneios sem o público.

 “Todos esperam ansiosos pela volta do esporte ainda com dúvidas sobre a forma que vai ser realizada. Uma questão muito importante é salientar que o poder público quando incentiva o esporte pensa nos desportistas, mas também pensa no entretenimento e lazer que o esporte leva para a comunidade. Então fica claro que campeonatos e torneios sem público não estão nos planos da administração municipal”, salienta.

Nesse meio tempo questionamos se houve algum problema de contrariedade dos protocolos sanitários, mas segundo o Diretor, tudo ocorreu dentro das medidas impostas no momento que foram realizadas.

“Não ficamos sabendo de nenhum evento que estivesse contrariando os protocolos de saúde. O que aconteceu durante a pandemia foram jogos amistosos sem público e algumas atividades que estavam liberadas devido a bandeira em vigor naquele período”.

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