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Foto: Internet/reprodução.
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Diovana Pereira Figueiredo Psicóloga do CRAS . Foto: Arquivo Pessoal

Alerta sobre os riscos das redes sociais

As redes sociais se não usadas com cautela podem se tornar um risco para a vida das pessoas. Elas podem ser úteis, mas também se encontram muitos perigos navegando pelas redes sociais. Tornar-se um dependente, cair em golpes, que é a prática mais comum nos dias atuais, ser destratado, ser humilhado, taxado. Isso não ocorre somente nas redes sociais, mas na internet como um todo.

Para falar sobre o alerta sobre os riscos das redes socias, Diovana Pereira Figueiredo,  psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Restinga Sêca falou no Programa Panorama Geral, da rádio Líder FM 104,9, e para o Tribuna de Restinga sobre o tema.

Diovana começou dizendo que em tempo de campanha de prevenção ao suicídio, o Setembro Amarelo, se deve alertar sobre os riscos como forma de prevenção.

“Viemos contribuir um pouco sobre o assunto, também no sentido preventivo e protetivo, e ver que é a maneira de como vamos desenvolver nosso trabalho. Já faz algum tempo que vem nos preocupando esse tema, que é o uso abusivo da internet.”, disse.

A psicóloga apontou as redes sociais como principal foco de um problema que afeta as famílias como um todo. Existe uma preocupação já acompanhada em outros anos pela Assistência Social.

“As famílias que nós viemos acompanhando, desde anos anteriores já vêm relatando essa preocupação quanto ao uso intenso e desregrado dos jovens na internet. O objetivo das redes sociais é manter sempre as pessoas conectadas, e os programas monitoram quais os interesses, lançam propostas para atraí-los”.

Conforme Diovana, o público que é mais atingido são os adolescentes, dos 12 aos 24 anos, que são os de mais risco, devido a busca pelo novo, por intensas emoções, e tanto as redes sociais quanto a internet, que oferecem de tempo em tempo informações que vão ao encontro desses interesses. Postagens escrita, uma foto em uma rede social, ficar aguardando as curtidas, comentários e compartilhamentos causam emoções nos jovens, “Eles espera um retorno e assim é ativado no sistema nervoso uma recompensa que faz influência em nossas emoções”.

Ela ainda completa que o circuito de recompensa pode ser considerado semelhante ao uso de psicoativos, no caso drogas. “Existem estudos que comprovam alterações de humor nos jovens”, completa.

Esse ciclo pode gerar ansiedade, depressão e até mesmo atos de auto mutilação e até casos de suicídio e isso é atrelado ao boom das redes sociais.

E isso não acontece somente com adolescentes, mas qualquer pessoa que esteja vulnerável psicologicamente pode correr o risco de não se dar conta de um uso abusivo das redes sociais.

A importância do monitoramento

Um fator muito importante é o conteúdo que está sendo visto. Para as crianças, adolescentes ou para qualquer pessoa, o monitoramento é um fator principal. É primordial que se tenha um diálogo sobre o que está sendo visto e se há riscos ou não e para que se entenda o sentido da informação que está sendo repassada.

“É importante o monitoramento dos pais, para que se converse sobre aquilo, para que se entenda o sentido daquela informação. Porque, muitas vezes, eles não se enquadram nos padrões exigidos, pela sociedade, por aquilo que eles estão assistindo. E aí há um sofrimento psíquico.”

A psicóloga sugere o documentário o Dilema das Redes que foi gravado por especialista em tecnologia, profissionais da área, fazendo uma alerta de que as redes sociais podem ter um impacto devastador sobre a humanidade e a democracia.

“Esse documentário é bastante esclarecedor, ele aborda a preocupação dos próprios responsáveis pelos desenvolvimentos das redes”, salienta.

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