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Emater, Irga e a Secretaria de Agricultura juntos para ajudar os produtores a passar pela estiagem.

Um balanço de como está a situação das lavouras com a estiagem em Restinga Sêca

O forte calor que está fazendo no verão atinge os produtores agrícolas de Restinga Sêca. Na manhã desta terça-feira (14), o chefe da Emater do município, Rodrigo Oliveira, o engenheiro do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) em Restinga Sêca, Nelson Cardoso e o Secretário Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente, Claudio Roberto Possebon, estiveram no programa Panorama Geral, da rádio Líder Fm 104.9, e conversaram a respeito da estiagem do município.

Conforme o chefe da Emater, reuniões estão sendo feitas semanalmente para avaliação das perdas dos plantios em Restinga Sêca “Tivemos uma reunião ontem para avaliação das perdas na safra 2020 e se é viável ou não fazer um decreto de emergência.”, disse. A reunião contou com representantes do IRGA Emater, Secretaria da Agricultura e a Cotrisel .

Foram 55 dias de estiagem com chuvas localizadas. E a chuva que caiu na semana passada ajudou, mas chegou tarde. “Vai ajudar algumas lavouras em que já está instaurado o cultivo.”, disse Oliveira.

O milho, conforme estimativas da Emater, chegou em 75% de perda. É a cultura que mais sofreu, embora nem toda safra esteja plantada.

A soja é outra que tem uma área significativa, embora não tenha sido toda ela plantada. A área perdida é em torno de 20%. A estimativa semeada é em torno de 24 mil hectares, o que fica perto da estimativa de 25 mil a 25.500 de estimativa inicial levantada pela Emater. A chuva que caiu na semana passada pode ajudar no replantio e plantio das áreas não vistas.

Nas lavouras de arroz não houve grandes perdas. Até o momento a perda é estimada em 10 %, conforme dados do IRGA. “ Alguns produtores não tiveram prejuízos, outros não tão grande, devido a influencia da irrigação. Os que plantam na várzea do Vacacaí Mirim tem mais problemas do que os que plantam na várzea do Jacuí.”, descreve Cardoso.  Segundo ele houve uma redução de área natural da safra passada para essa o que baixa a estimativa de plantio no município.

Para a cidade os efeitos são progressivos. Conforme o Secretário da Agricultura essas perdas causam, em um primeiro momento, impactos como prejuízo na lavoura e depois vai acarretando para o comércio  agrícola, nos serviços para os produtores e por fim no comércio  da cidade. O secretário aponta que as estimativas de chuva para essa semana e a outra possam trazer uma colheita em menor escala.

A respeito da possibilidade de decretar situação de Emergência ainda é possível. “Existe ainda no município a possibilidade de decretar Estado de Emergência. Se chover a gente recupera, mas se ali logo na frente não chove, ai não tem o que fazer. Então nós estamos fazendo reuniões toda a semana para ver essa situação cuidadosamente.”, salienta o secretário.

A expectativa dos entrevistados é que em março possa ser um mês que ajude os produtores.

Uma notícia boa da secretaria para os produtores: "Conseguimos a draga junto ao Condesus para fazer 11 novos açudes para os produtores.Vamos tentar segurar ela mais um pouco para tentar fazer mais açudes.”, diz o secretário

Para os produtores existe o seguro, mas a cobertura varia de caso a caso. “É o seguro particular que o produtor faz independente do tamanho de sua área, mas tem o obrigatório que seria o Proagro. O Proaf e o Pronam têm que contratar um ou outro.”, fala o chefe da Emater do município.  A avaliação é feita caso a caso e ano a ano devido. “Se o valor da cultura está alto, às vezes não compensa com uma perda significativa, por que muitas vezes precisa ter em torno de 50% da perda para poder ter acesso, e se a cultura está baixa até com 30% se consegue,pelo menos, parte dele. Se o produtor acionar agora ele só vai ter os custos de semente , adubo e serviço.”, completa Oliveira.

Para ajudar os arrozeiro o IRGA orienta os produtores nos levantamentos técnicos, ajudando a não deixar passar a produção, repassar aos produtores algumas práticas para que não perca sua colheita , não perder os prazos.

Outros cultivos foram destacados das perdas. O fumo, que não é muito expresivo no município  ficou com perdas em torno de 40%. Oléricos em torno de 10%, gado de leite na faixa de 10 % e gado de corte 5%. 

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